Há quem diga, que carros e corridas de automóveis, hão-de ser sempre a mesma coisa: uns atrás dos outros, sempre à procura de oportunidade de uma ultrapassagem, sempre a tentar ser o mais rápido em pista, sempre em busca de uma vitória.
E, não deixam de ter razão. Corridas de automóveis serão sempre corridas, com objectivos bem definidos e prazos para os cumprir.
Mas, felizmente, no automobilismo, há a acrescentar a tudo isso, o factor prazer que, mediante a máquina utilizada, consegue acordar diferentes zonas do corpo dos pilotos e, despoletar sensações únicas que, independentemente do lugar final de cada corrida, conseguem permanecer bem vivas e presentes na memória de quem as sentiu na pele.
Nas competições com carros de outras épocas, esse factor de gozo, de sorriso aberto, de prazer único que só a pilotagem de uma máquina sem controis de tudo e mais alguma coisa, em que para se ser rápido não há necessidade de trajectórias milimétricas ou análises de sofitiscadas telemetrias, é o ponto mais importante da presença em pista e de, também poder dizer, que dantes, era assim ...puro e duro.
Na noite da próxima terça-feira, na primeira prova de preparação para o Historic 2015, nas ruas de Townsville, é isso que vai acontecer: uma ligação directa ao puro prazer de pilotagem.
Sem esquecer, que existe uma corrida, uma sessão de qualificação, uma classificação, um pódium final e, um vencedor. Por isso, no meio de tantas coisas boas, convém não esquecer, que também é preciso andar ..... bem depressa.... o que também é bastante bom.