Nada como ir até ao inicio das coisas, perceber as origens, as dificuldades, os desafios e, só depois, retirar conclusões e estabelecer verdades.
Os ralis, tal como os conhecemos hoje, nasceram como provas de regularidade (mais ou menos rápida), que iam de um ponto A, até um ponto B, normalmente cidades e, onde era obrigatório manter uma dada média horária.
Mais tarde, nos países nódicos, começaram a surgir, ainda integrados em provas principalmente de regularidade, percursos fechados, onde o tema era a velocidade pura. Com o sucesso do conceito .... o da velocidade ....., o formato passou a dominar as provas, saltou primeiro para Inglaterra e depois, conquistou, definitivamente, o Mundo.
Nesses inicios, na década de sessenta do século passado, destacavam-se, entre outros, os Mini Cooper, os Citroen DS21 e, mais tarde, os Lancia Fulvia HF.
E, se actualmente, a sua fraca potência, quando comparada com o mais básico dos carros actuais, pode levar a pensar que tudo era fácil, a verdade é que, extrair velocidade de carros "tão fracos (mas que eram o topo da técnologia na altura), era algo que não estava ao alcance de qualquer um.
... tal como acontece nos dias de hoje, onde a falta de potência, obriga a um reaprender, a um novo estilo de pilotagem e a uma nova abordagem das provas.
O Desafio Dirt Rally número 6, é mesmo isso. Um reencontro com o passado, em pisos, que na altura, eram considerados normais, e onde, só os mais rápidos e os mais inteligentes, conseguiam resultados de relevo.
O Rali da Argentina, está na estrada, entre quinta e domingo, desta semana.