Quando em 1979, a BMW avançou com a criação da série Procar, como forma de promoção da marca e do modelo M1, sabia que estava a trilhar caminhos desconhecidos mas, acreditava no sucesso e que estava a marcar o inicio de algo de inovador.
A novidade, não era o facto de se promover um Troféu monomarca.
As novidaddes, estavam nesse troféu não ser disputado com os habituais utilitários mas, com uma versão especial de um super GT com 470 cv; em ser disputado, maioritariamente, como prova de suporte a GP de Formula 1; a ter os primeiros 5 lugares da grelha de partida reservados para os 5 primeiros classificados da qualificação para a respectiva prova de f1 ( .... assim os contractos dos pilotos com as suas equipas o permitissem) e, prémios a condizer com o estatuto quer da marca, do carro e dos pilotos envolvidos.
Se, no papel, o sucesso era previsivel, a realidade veio a suplantar as melhores expectativas, criando uma aura em torno da competição e dos BMW M1 que, ainda hoje permanece intacta.
Aliás, esse sucesso foi tal, que vários pilotos de F1, no segundo ano da Procar, optaram por uma participação a tempo inteiro, de modo a não ficarem presos a resultados menos bons na qualificação para a prova de F1.
Só que, tanto sucesso, acabou por levar a BMW a entrar directamente na F1, como fornecedora de motores à Brabham de Bernie Ecclestone e, a abandonar a organização da Procar, remetendo o uso dos M1 para pilotos e equipas privas, um pouco por todo o mundo....incluindo Portugal, onde durante a década de 80, competiram 3 modelos ex-Procar.
Para a história, ficaram as vitórias de Niki Lauda em 1979 e, de Nelson Piquet em 1980.
Para a história, ficou também, o primeiro troféu organizado com GT's e, o inicio do formato de corrida de suporte à F1, mais tarde recriado pela Renaul e pela Porsche, com igual sucesso.
Para a história, vai ficar também o vencedor da BMW M1 Procar na R4.
São 5 provas duplas (.......influências dos tempos modernos .....) para mostrar quem é o melhor a domar os BMW M1.