Correr em provas de carros de turismo, é perceber que tudo se joga em 20 minutos. É perceber que a intensidade da competição, o nivel de adrenalina, o empenho em ultrapassar o adversário ou defender uma posição são 20 vezes superiores aos de uma qualquer competição de maior duração.
Por isso, tudo acontece à "velocidade da luz" e, também por isso, os pilotos vindos de outras categorias, precisam sempre de um tempo alargado de adaptação (...quando ela chega a acontecer...), equivalente ao tempo que os expert dos turismos necessitam quando passam para corridas com outras necessidades. Mas, como em tudo, há quem aprecie o ritmo, há quem não o compreenda e, não deixe por isso, de ser um excelente piloto no "seu ambiente".
Nos ultimos anos, o circuito de Salzburgring, inaugurado em 1968 na Austria, tem vindo a recuperar muita da sua mística e projecção internacional (como acontece com as visitas de provas válidas para o European Touring Car Championship) apesar da sua limitação de homologação a apenas algumas categorias de desportos motorizados.
Construido num vale, o circuito encontra-se limitado em termos de construção de escapatorias e de obras de remodelação, quer à natureza do terreno que o rodeia, quer à limitação do número de dias de ocupação, quer de categorias no traçado, em função de um estrito control do nivel de poluição sonora produzida pela actividade no traçado.
Se, isso é um aspecto limitativo para a modernização, por outro lado, tem a vantagem de ter preservado o Salzburgring, quase como sempre foi.
Na terceira prova de teste para o Touring Cars 2011, Salzburgring, vai ser o verdadeiro teste à velocidade quer de carros, quer de pilotos. Nas longas rectas dos 4.2 kms, o bailado da aspiração e, o saber esperar pelo momento certo para tentar a ultrapassagem, vão ser os segredos das duas mangas.