Em qualquer uma das Três Grandes no formato 24 Horas (Le Mans, Daytona e Nordshleife), a caracteristica mais apreciada, é a parte de condução nocturna, com o brilho dos farois e da iluminação artificial a realçar ainda mais as dificuldades próprias de cada um dos traçados e de cada uma das corridas.
No campeonato Group5, com os potentes "monstros" que dominaram as provas de endurance entre o final da década de setenta e o inicio da década de oitenta do século passado, Daytona é sinónimo de meio do campeonato, de corrida à noite, de prova única com a duração de uma hora e, talvez mais importante, de pontuação a dobrar, realçando a importância do factor resistência sofre o factor sprint.
À luz das duas provas já disputadas e, da natureza do circuito "road" de Daytona, não será dificil vaticinar supremacia para os Porsche 935 (principalmente os pilotados por Raul Pereira, Toz Almeida ou Markes Mendes) mas, como existem outros factores em jogo, é bem possivel que seja desta, que Marco Félix (Toyota), Nuno Martins (Ford Capri), Carlos O' Connor (Toyota) ou Sérgio Júnior (BMW M1) quebrem a invencibilidade dos 935 Turbo.
A menos que, algum dos outros pilotos, com prestações mais discretas em Sebring ou Fuji, resolva "por a escrita em dia" e resolva a questão a seu favor.
Tudo a esclarecer, no final da noite da próxima quinta-feira.