Bem... não sei o que aconteceu mas penso que a race acabou 20m mais cedo!! Digo isto porque tinha acabado de ser passado pelo Tiago Rodrigues e olhei para o tempo e faltavam 20m e pensei ainda vai dar para te passar

quando passamos a linha de meta e.... bandeira de xadrez

agora que ia puxar!!! Fiquei em 3º. Apesar de tudo boa corrida, hesitei em meter pneus de chuva mas no 2º choveiro teve mesmo de ser o carro não agarrava nada!! Penso que não atrapalhei e destaco o fairplay do TCarvalho. Saudações!!
Pelo que vejo a Sonic anda cá com um azar que nem visto.
E ainda é pior porque isto que o Luis Dinis disse não pode estar mais longe do que aconteceu em Sugo:
A interrupção, tal como na realidade, tem de ser encarada como algo imprevisivel e fora do control que,
beneficiará pilotos e equipas numa situação e, noutras, os prejudicará.
Ora, vamos lá ver uma coisa. Nem é imprevisível nem foi fora de controlo.
As corridas podem ser definidas por tempo ou por voltas. Quando são por tempo, 100 minutos aqui nas corridas da R4, significa que as corridas terão que ter no mínimo 100 minutos, sendo o tempo adicional aquele que possa resultar para terminar a volta em que cada piloto se encontra após a conclusão dos 100 minutos previstos.
Acontece também que poderia ter-se optado por corridas de 100 minutos condicionadas por um número máximo de voltas a cumprir no limite máximo de tempo definido, terminando a corrida quando o menor dos for atingido: ou 100 minutos ou o número de voltas máximo que se pode cumprir.
Não foi essa a escolha para a determinação das provas do campeonato, pelo que as corridas terão que ter sempre pelo menos 100 minutos.
Então se é assim, cabe à organização verificar as condições que estão definidas para cada corrida, incluindo a garantia que essa não vai terminar antes dos 100 minutos porque foram cumpridos o número máximo possível de voltas.
Para a corrida de Sugo a organização não precaveu essa situação, pelo que não se pode considerar como um fenómeno imprevisível mas sim uma distracção.
Se verificarmos o ficheiro .gdb que determina a duração e o número de voltas máximo para a corrida de Sugo, iremos ver que em 180 minutos o número máximo de voltas definido é de 92.
Logo, com uma regra de três simples, rapidamente verificamos que em 100 minutos o número máximo de voltas permitido é de 51 e foram apenas essas a que conseguiram dar.
Como o tempo por volta depende do ritmo de corrida do primeiro a cortar a meta, não se pode fazer depender a corrida de um número máximo de voltas já que assim é previsível que se corra o risco da corrida terminar antes do tempo. A diferença para os 100 minutos será tanto maior quanto mais rápido foi o ritmo imposto pelo 1º a corta a meta.
Em Sugo, essa diferença foram uns colossais 22 minutos (arredondado, já que a corrida só durou 78 minutos e 15 segundos), que foi o tempo que se demorou a cumprir o máximo de 51 voltas que o ficheiro da pista estabele para 100 minutos.
Se por acaso a corrida fosse estabelecida para durar 180 minutos, com o limite máximo de 92 voltas, teriamos que a corrida iria terminar passados que fossem qualquer coisa como 140 minutos, o que iria representar um desfasamento gigantesco de 40 minutos entre a duração prevista (180 minutos) e a efectiva (140 minutos).